Recanto Pitanga
Casa Recanto Pitanga nas serras de Domingos Martins

A CASA

Uma casa que nasceu de uma mesa grande e de muita vontade de servir bem

O Recanto Pitanga existe desde quando uma família decidiu que a casa de campo que guardava havia anos poderia ser, enfim, de muitos.

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De onde viemos

A casa que hoje é o Recanto Pitanga ficou parada por quase uma década depois que a família que a construiu foi se dispersando. Era grande demais para pouco uso, mas pequena demais para virar algo que não tivesse rosto. Em 2019, dois irmãos resolveram dar um destino diferente a ela.

A ideia veio de observar o que acontecia com adultos maiores que moravam em Vitória e arredores: pessoas que se cuidavam bem, que não precisavam de acompanhamento médico, mas que tinham pouca saída do apartamento. A cidade grande ficou pequena para elas do jeito errado.

Domingos Martins era o lugar natural. Os irmãos cresceram vindo para cá aos fins de semana. A altitude, o ar, a quietude — era exatamente o que aquelas pessoas não tinham perto de casa.

Como trabalhamos

O Recanto Pitanga tem doze lugares. Esse número não é casual. Uma mesa maior do que isso torna difícil que as pessoas se ouçam. Abaixo de dez, a casa perde movimento. Doze é o número em que todos se conhecem pelo nome e ainda há sempre alguém novo para conversar.

O programa semanal é montado com quem está na casa, não para quem vai chegar. Música, baralho, caminhadas, horas na varanda — essas atividades acontecem porque os moradores querem, não porque constam num calendário fixo.

As famílias participam. Há uma conversa mensal para quem mora aqui, onde se fala abertamente sobre o que está bem e o que pode melhorar. Preferimos ouvir antes de achar que sabemos.

As pessoas da casa

Equipe pequena, presença constante.

MA

Mariana Alves

Coordenadora da Casa

Formada em gerontologia social, Mariana cuida do dia a dia da casa há quatro anos. Conhece cada morador pelo nome e pelo gosto de café.

RS

Roberto Souza

Culinária e Horto

Roberto aprendeu a cozinhar com a avó em Venda Nova do Imigrante. Cuida do horto, escolhe o que está no ponto e decide o cardápio com o que a terra deu na semana.

CP

Cláudia Pereira

Recepção e Famílias

Cláudia é o primeiro contato de quem liga ou escreve para o Recanto. Ela faz as conversas mensais com as famílias e cuida da agenda de visitas.

Como mantemos a qualidade

Práticas que guiam o trabalho cotidiano na casa.

Triagem antes da chegada

Todo novo hóspede ou morador passa por uma conversa com a equipe antes de vir. Queremos entender o que a pessoa procura e ser honestos sobre o que oferecemos.

Espaço físico sem riscos

A casa passa por revisão periódica de acessibilidade. Pisos antiderrapantes, corrimãos nos corredores e banheiros, iluminação adequada à noite.

Alimentação de procedência conhecida

Grande parte das verduras e temperos vem do próprio horto. O que não produzimos, compramos de agricultores familiares da região de Domingos Martins.

Conversa aberta com famílias

Para quem mora aqui, há uma reunião mensal com a equipe e a família. Nenhum assunto é deixado para depois ou resolvido sem que todos estejam informados.

Privacidade dos moradores

Dados pessoais e informações de saúde dos moradores são mantidos em sigilo. Só a equipe diretamente envolvida no cuidado tem acesso a essas informações.

Avaliação periódica do programa

A cada três meses, revisamos o que está funcionando e o que pode ser melhorado. Pedimos a opinião de moradores e famílias antes de mudar qualquer coisa.

O que acreditamos

Adultos maiores que se cuidam têm muito a oferecer e pouco espaço para isso nas cidades grandes. A proposta do Recanto Pitanga é simples: um lugar nas serras onde a pessoa chega como hóspede e fica porque quis, não porque não havia outra opção.

Convivência não é sinônimo de atividades programadas. É a mesa posta para todos, o passeio que segue o passo de quem veio, a tarde na varanda sem obrigação de estar em lugar nenhum. Acreditamos que o ritmo de cada pessoa merece ser respeitado.

A localização em Domingos Martins não é detalhe. A altitude, a paisagem e o ar da serra mudam o humor e o sono de quem passa alguns dias aqui. Trabalhamos em um lugar bonito porque isso importa para quem vive nele.

As famílias são bem-vindas e parte do processo. Nenhuma decisão importante sobre o morador é tomada sem que elas estejam informadas. Transparência não é uma política — é a maneira como trabalhamos desde o início.

Quer conhecer a casa antes de decidir qualquer coisa?

A melhor forma de entender o Recanto Pitanga é vir passar um dia aqui. Fale conosco e encontramos uma data.

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